henrique cantalogo
JOKER(S)
Para grande ensemble e solista improvisador
Estreado pelo Ensemble Contemporain do PSPBB, em junho de 2023.
Regência : Jean-Christophe Vervoitte. Solista improvisador - curinga : Henrique Cantalogo (piano preparado).
JOKER(s) é uma peça para 12 instrumentistas e um solista improvisador.
O solista – que pode ser qualquer instrumento ou dispositivo sonoro – aqui é chamado de Joker (curinga), uma figura simbólica imprevisível e ambígua, inspirada nos jogos de cartas, arquétipo presente em inúmeras culturas e histórias. Ele rompe a lógica do jogo ao mesmo tempo em que participa dele ativamente, sem se submeter à ordem estabelecida.
Ao longo da peça, o Joker tem várias oportunidades de interagir livremente com a música escrita e interpretada pelos outros instrumentistas. Por sua vez, os músicos do ensemble tocam, na maior parte do tempo, uma música inteiramente escrita, mas, em determinados momentos, possuem seções mais ou menos abertas, permitindo-lhes improvisar livremente ou a partir de instruções e materiais predefinidos.
JOKER(s) pode ser vista como uma peça que propõe maneiras musicais de se relacionar composição e improvisação. É, portanto, uma peça que acaba nos fazendo refletir sobre a Liberdade, e que, em sua poética, evoca o mal-estar dos nossos tempos: uma era moldada por um modelo decadente, onde as máquinas ditam o ritmo da vida e onde ressoam perguntas sem resposta de uma humanidade resignada.
Peça em quatro movimentos :
I - Máquina de comer mundo
II - The Unanswered Questions (hommage à Charles Ives)
III - Vendedor de sonhos
IV - Buraco de rato (hommage à Raul Seixas)
Distribuição:
Solista (curinga): Henrique Cantalogo (piano preparado)
Maestro: Jean-Christophe Vervoitte
Flauta: Marine Cucurou
Oboé: Marie Basile
Clarinete Bb e Clarinete Baixo: Eliott Berdugo
Saxofone: Lea Philippe
Trompete: Hyacinthe Ameline
Trombone: Sébastien Goulot-Martin
Trompa: Lorette Perocheau
Violino: Zoé Cheng Chi-li
Viola: Pauline Gmyr
Violoncelo: Auguste Rachet
Contrabaixo: Ignacio Candileri